<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8941426670021445704</id><updated>2011-12-29T12:07:35.530-02:00</updated><title type='text'>A Mamma e o Monstro</title><subtitle type='html'>Observações cotidianas da dupla de protagonistas que me habitam e se revezam nesse plantão eterno chamado maternidade...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8941426670021445704/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Sra. Mamma Monstro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05765596149617856565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_i7k7u0THr_0/Sm6GGEB2qNI/AAAAAAAAABE/VVXu8igCtPg/s1600-R/monstros.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8941426670021445704.post-7497301795199358958</id><published>2011-12-29T05:34:00.001-02:00</published><updated>2011-12-29T12:07:35.601-02:00</updated><title type='text'>Com quantas lições se faz uma Mamma?</title><content type='html'>O post recente  &lt;a href="http://colunas.revistaepoca.globo.com/mulher7por7/2011/10/17/pais-e-maes-voltarao-a-escola-para-aprender-a-educar-os-filhos/"&gt;Pais e mães voltarão à escola para aprender a educar os filhos&lt;/a&gt;, sobre uma medida do atual governo na Grã-Bretanha, acaba de roubar meu sono. Trata-se de um projeto piloto para educar 50 mil pais e mães, de classe média, que se declararam incompetentes para educar os filhos de menos de cinco anos. Fiquei dividida entre gritar "Eu também quero!" ou fazer parte das pessoas que acham a medida polêmica, afinal, parir é tão natural que é um tanto constrangedor o governo ter que intervir. Não me aprofundei sobre a metodologia para a definição do grupo de teste, mas fiquei imaginando que só por admitirem a suposta incompetência já deveriam ganhar alguns pontos nessa prova. Que Mamma, em sã consciência, se diz, nos dias de hoje, competente para educar filhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tempos venho pensando numa escola de pais. Desde que matriculei minha filha numa creche em período integral, e descobri que no cardápio da semana havia ingredientes que eu sequer era capaz de reconhecer na feira. Sem contar que, mesmo que os reconhecesse, passando na primeira fase, seria sumariamente reprovada ao aproximá-los do fogão. Cheguei a cantar a diretora da escola, quem sabe não rolava um curso básico, aos sábados, para o temperinho de casa não variar tanto (em matéria de eufemismo, eu acho, me saio bem). Lembro-me da resposta como se fosse ontem: "Você não é a maioria. Muitos pais entenderiam isso como uma invasão. Outros, pedem para conhecer nossa cozinha para ter certeza de que oferecemos legumes durante a semana porque, nos finais de semana, querem ficar com a consciência tranquila, oferecendo potinhos Nestlé". Sugestão recusada e meu boletim continuava em aberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, este blog é uma espécie de gabarito no mural, manifestação pública desse boletim que nunca fecha, ano após ano. Como se as notas Mamma (azuis) e Monstro (vermelhas) se apagassem a cada fim de mês, geralmente o tempo que a gente leva, como mãe, acreditando que aprendemos alguma coisa sobre nossos filhos (principalmente com menos de 5 anos). Ainda não aprendi a cozinhar e ainda não sei lidar com tantas filigranas da maternidade... Ou seja, sob este novo enfoque, vivo a vida em eterna recuperação. Até acredito mesmo que seja isso, metafisicamente falando. Mas quem sobrevive, sem caspas, à iminência diária de uma última chamada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por acaso, também li&amp;nbsp; no mesmo site uma entrevista com uma juíza da área de adoção, reforçando conversa de semanas atrás com uma amiga, mãe adotiva de uma dupla de meninos (ambos com menos de 5 anos). Inicialmente, pedi a ela apenas algumas dicas sobre o processo relativamente rápido que viveu até ter seus pequenos em casa, e ela acabou me falando mais sobre os grupos de apoio à adoção. Sim, entre famílias e profissionais responsáveis, há tanto preparo para a tomada de decisão, a escolha dos pais adotivos, e na preparação dos mesmos, que mães biológicas podem ser muito mais incompetentes. Eu gostaria sim de ter recebido com os meus filhos uma certidão, um laudo, uma avaliação legal e humana (não apenas divina) de que eu estava apta para dar à luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a gestação eu venho atestando (e aprendendo a conviver com) esse meu despreparo/incompetência porque, de fato, não me preparei. Não li muitos livros, não fiz curso de gestantes, não entrevistei enfermeiras para o pós-parto. Mal tinha paciência para o excesso de dicas que se acumulavam nas conversas de parentes, amigos ou completos desconhecidos. Preferi acreditar nos que me diziam que a natureza era sábia, que na hora em que eu estivesse com meu bebê nos braços simplesmente saberia o que fazer. De certa forma, foi assim. Eu fazia tudo, sem medo. Mas fato é que precisei por muitos meses do aval dos familiares e, em especial, da minha mãe para eu me sentir mãe, achar que o que estava fazendo "estava certo". Quem sabe uma mãe com tantas horas de vôo&amp;nbsp;(a minha é mãe de quatro)&amp;nbsp;não poderia me dar ao menos com uma piscadela de olho afirmativa um atestado de conclusão de curso, ainda que sem validade no MEC?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que, sendo assim, não acredito muito em mães competentes, seguras e leves. Pero que &lt;i&gt;las hay&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;las hay&lt;/i&gt;... Ouso pensar hoje, depois do segundo filho (de quem, aí sim, fui uma mãe autodidata por natureza), que quem tem filho biológico só se prepara para o romance - do enxoval ao quartinho, passando pela lista do chá de bebê e pela filmagem do parto feita pelo pai. E olha que nem fui das mais românticas: o enxoval era &lt;i&gt;second hand&lt;/i&gt;, pulei o chá, comprando todas as fraldas, e liberei o pai da função de cineasta. Só aos poucos fui descobrindo em bate-papos cada vez mais raros, em função da demanda com os pequenos nas rodas sociais, que, por exemplo, leva mais ou menos dois anos até alguma mãe ou pai deixar escapar ter&amp;nbsp;cogitado (ou, mais grave, proposto) separação. Até então, a gente só escuta o clichê clássico, sem mais de 2 centímetros de profundidade: "Filho muda muito a vida de um casal". Ok, a gente dorme menos, acorda mais cedo, vive um função de um serzinho que depende da gente para se alimentar, se aquecer e tudo mais, mas estávamos, ambos, cientes e dispostos a viver essas mudanças. Precisava mais? Nunca suspeitei da porção "segredo maçônico" que clichês como este escondiam. Por que a perspectiva de que a maternidade e a paternidade podem acontecer em momentos tão distintos entre um casal não está no conteúdo programático dos cursos preparatórios para a dar banho e trocar as fraldas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre romance, também entendo filhos perfeitos. Se possível, de olhos claros. Enquanto a barriga cresce e a tecnologia nos ajuda a conhecer cada milímetro do ser que se desenvolve no ventre, dificilmente acontecem conversas sobre "e se não correr tudo bem como a gente espera"? Quando decidi que queria ser mãe, eu não decidi que queria ser mãe apenas de uma criança perfeita. Sabia que estava me arriscando numa espécie de bingo natural e, frequentemente, me pegava assistindo a programas sobre partos difíceis, síndromes raras, histórias médicas sobre o lado B da maternidade. E, não raro, ouvia comentários recriminadores, como se, com isso, eu estivesse sendo capaz de atrair doenças. É claro que eu não queria virar um poço de dúvidas, mas me sentia mantendo os pés no chão às vésperas do vestibular. Lembro que os hormônios que me encharcaram da primeira vez me deixaram muito diferente da paz celestial que eu esperava encontrar. Virei um barril de pólvora. E lá pelo oitavo mês, certa noite fui dormir chorando depois de assistir a um documentário de uma instrutora de golfinhos que havia encontrado o nirvana ainda durante a gestação, encantando até mesmo o &lt;i&gt;Fliper &lt;/i&gt;que assistia o programa ao meu lado. "Ficar em paz como ela é uma questão de escolha", ele me disse. Não, não era. Também havíamos faltado a esta aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casais que adotam, imagino, vivem o drama do pós-parto no pré. Conversam sobre tudo, esgotam ansiedades, frustrações, possibilidades e, sobretudo, as dificuldades que terão de enfrentar juntos. Ou não. Dificuldades que, assim como na casa dos filhos biológicos, serão para toda a vida. Vamos combinar que a adoção em si é batalha vencida só comparável à gravidez de alto risco? Será que a gestação comum é algo tão sublime que nenhum assunto desagradável deve estragar a festa? Por que será que as mães, conforme testemunho dos pediatras, falam 90% do tempo dos feitos incríveis das suas crias mas, nas festinhas, começam a se aglutinar como&amp;nbsp;brigadeiros no carpete&amp;nbsp;para desabafar,&amp;nbsp; protegidas pelos decibéis dos recreadores, sobre as suas dificuldades?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que nos afastamos das fraldas, do retorno ao trabalho, do retorno ao sexo, da superação do trauma que quase todo marido experimenta quando se torna pai, as dificuldades tornam-se menos concretas, mais sutis. Educar começar a ir além do treino para o penico, e descobrimos que as dicas da Super Nanny não são genéricos aplicáveis a todas as famílias, crianças ou circunstâncias. E quando falhamos como pais, não somos os únicos a &lt;i&gt;going without sleep&lt;/i&gt;. O primeiro-ministro inglês, David Cameron acredita na iniciativa para erradicar a  “decadência moral” e a falta de valores em crianças e jovens. Ufa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, se a iniciativa der certo, segundo o post, no ano que vem, o esquema de “educar pais para educar filhos” será testado em várias regiões da Inglaterra e no bairro londrino de Camden, durante dois anos, a um custo de 5 milhões de libras (R$ 13 milhões) para os cofres públicos. Os pais ganharão do governo um voucher de 100 libras (R$ 275) para financiar aulas. Enquanto os resultados não atravessam o Atlântico, vou fazendo minhas aulas particulares com os dois mestres que tenho em casa.&amp;nbsp; Quem sabe tiramos em breve nosso diploma de família? Disciplina dificil, mas essencial para a evolução da vida. E de todos nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8941426670021445704-7497301795199358958?l=amammaeomonstro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/feeds/7497301795199358958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/2011/12/com-quantas-licoes-se-faz-uma-mamma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8941426670021445704/posts/default/7497301795199358958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8941426670021445704/posts/default/7497301795199358958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/2011/12/com-quantas-licoes-se-faz-uma-mamma.html' title='Com quantas lições se faz uma Mamma?'/><author><name>Sra. Mamma Monstro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05765596149617856565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_i7k7u0THr_0/Sm6GGEB2qNI/AAAAAAAAABE/VVXu8igCtPg/s1600-R/monstros.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8941426670021445704.post-1282559321561818392</id><published>2011-11-04T00:24:00.001-02:00</published><updated>2011-11-04T00:24:33.312-02:00</updated><title type='text'>O amor mora de fundos</title><content type='html'>Querida Coral, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua Mamma não sabia onde estava na cabeça quando contou que gostava de escrever e pediu um tema para você. Pior: prometendo ler depois para você dizer o que achou! Não lembro de tarefa tão difícil de entregar desde a monografia da PUC... Lá se vão 15 anos. Ui. Bem, se passei os últimos tempos nessa mamata, filha, nada mais justo do que arregaçar as mangas e esquentar os dedinhos no piano de letras que você tanto gosta de dedilhar. Obrigada pelo desafio, pela inspiração e pelo tema: o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando que a maneira mais fácil de chegar até você seria uma cartinha, simples assim, de mãe pra filha. Para guardar contigo e reler sempre que quisesse lembrar. Ou quando fosse mãe. Sei lá...&amp;nbsp; Quem sabe para um dia daqueles em que a saudade apertar? Ok então, carta pra mim, post pra você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois fiquei pensando como definir o que é amor. Aquilo que digo diariamente que sinto por você, enquanto te vejo pelo retrovisor a caminho da escola. Aquele sentimento que prometo te contar em segredo quando o sinal abre e viramos a esquina, e que você diz já saber do que se trata, às gargalhadas. Aquele chamego que vira pedra de gelo quando a Mamma dá lugar ao Monstro ao ouvir você dizer coisas do arco da velha, como: "Vamos fazer o seguinte: cuida da sua vida, eu cuido da minha. Cada um faz a sua parte, tá?" Como assim? Mas, enfim, aquele amor tipo tanto-que-nem-sei-quanto, eu descobri agora: mora lá nos fundos. Nos fundos do meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos fundos da casa da gente tem as coisas de que mais gostamos, sabia? Coisas que a gente nem lembra que ainda existem, mas das quais nunca nos desfazemos. Coisas antigas. Coisas que contam histórias justamente porque quebraram. Coisas que a gente achou melhor guardar, pensando que um dia vamos precisar. E aí a vida vai passando e a gente nunca precisa, mas ficamos tranquilos porque essas coisas estão sempre lá, nos lembrando quem somos, de onde viemos e - por que não? - pra onde vamos se nunca arrumarmos aquela tralha toda! Lá nos fundos mora a tal vida da gente. Ela e o amor, vizinhos de porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ando desconfiada de que os fundos, na verdade, são uma vila inteira. Mais sossegada do que a fachada do coração. Isso é certo. O coração dá de cara pra rua, todo mundo passa por ali, é como uma obra de calçada: faz barulho, trepida, esburaca. Nos fundos, a coisa é diferente. É íntimo, familiar, aconchegante, quentinho. Tá ouvindo o passarinho cantar? É calmo como colo de mãe num fim de tarde de domingo. Lá na entrada, mesmo com a porta aberta, quase não cabe ninguém. É sala de espera apertada. Lá nos fundos é quintal, com pé de acerola, grama cheia de carrapicho pra grudar na meia e tem céu estrelado mesmo quando o tempo fecha. Na frente, é o som da campainha avisando a chegada de alguém. Nos fundos, quem é de casa entra sempre sem bater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí tropecei na resposta que eu queria te dar, lembrando os últimos dias em que meu coração era um puxadinho enorme, colchão d´água, só pra você. Descobri que o amor, além de morar lá nos fundos, era a arte de receber, com direito a lanche da tarde e rimas doces, saindo do forno...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar é receber.&lt;br /&gt;Receber para cuidar.&lt;br /&gt;Amar é conceber.&lt;br /&gt;Conceder o seu lugar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar é conhecer.&lt;br /&gt;Todo dia, devagar.&lt;br /&gt;É ver o amanhecer&lt;br /&gt;antes de o sol levantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nunca cerrar os olhos&lt;br /&gt;sem agradecer ou beijar&lt;br /&gt;Amar é reconhecer&lt;br /&gt;cada traço que herdar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na origem, você.&lt;br /&gt;No destino, seu par.&lt;br /&gt;Um dia basta pra ver&lt;br /&gt;a vida toda se transformar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem se transmuta é você&lt;br /&gt;com a chegada ao lar&lt;br /&gt;do maior amor do mundo,&lt;br /&gt;novo eixo pra girar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar é estar disponível&lt;br /&gt;enquanto a vida durar.&lt;br /&gt;E torcer pra que a vida dure&lt;br /&gt;todo o tempo que restar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querida filha,&lt;br /&gt;nunca mais quis outra lida&lt;br /&gt;que não fosse dar a vida.&lt;br /&gt;Amor para recomeçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui termina minha cartinha. Espero vê-la um dia esquecida lá nos fundos do teu coração.&lt;br /&gt;Com todo o amor,&lt;br /&gt;Um beijo carinhoso da mamãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8941426670021445704-1282559321561818392?l=amammaeomonstro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/feeds/1282559321561818392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/2011/11/o-amor-mora-de-fundos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8941426670021445704/posts/default/1282559321561818392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8941426670021445704/posts/default/1282559321561818392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/2011/11/o-amor-mora-de-fundos.html' title='O amor mora de fundos'/><author><name>Sra. Mamma Monstro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05765596149617856565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_i7k7u0THr_0/Sm6GGEB2qNI/AAAAAAAAABE/VVXu8igCtPg/s1600-R/monstros.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8941426670021445704.post-7863233194394418157</id><published>2011-09-04T04:46:00.001-03:00</published><updated>2011-09-07T16:39:37.207-03:00</updated><title type='text'>Vida de Mammarmota</title><content type='html'>Ser mãe é reinventar os clássicos. Não há, absolutamente, nada que possa ser criado do zero depois de tantas gerações da humanidade. As Mammas das cavernas é que eram felizes: precursoras na função, puderam se dar ao luxo de seguir o instinto, em vez do &lt;i&gt;script&lt;/i&gt; básico. Hoje, tantas Super Nannys e Encantadoras de Bebês depois, voltamos a bater com o tacape em nossas próprias cabeças para ver se realmente ainda há alguém lá dentro que saiba, com conhecimento de causa, o que é sentir-se&amp;nbsp;Mamma. Informações temos de sobra, assim como os centímetros do diâmetro da pança teimosa, mas não passam de &lt;i&gt;spams&lt;/i&gt; da vida moderna. A verdade é que nem a mais segura das mães à nossa volta, nem mesmo aquelas por quem nutrimos enorme inveja velada, tem plena consciência de que ser mãe é simplesmente um direito adquirido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico: à medida que o tempo passa ficamos cada vez mais à vontade nesse papel, bem ou mal desempenhado, legitimando até o próprio plágio. Ou alguém acha que inventou o pedido para o filho não esquecer o casaquinho ao sair de casa? E que comer tudo é importante para crescer forte e sadio como o Popeye? (Desconfio que o personagem só sobreviveu a tantas décadas para que as Mammas pudessem condenar, desde a mais tenra idade, as Olívias Palito da vizinhança e das capas das revistas em prol da auto-estima da classe). Ou ainda quando diz que aquele baita tombo foi só um susto e passou? Isso sem falar no último recurso impetrado unanimemente: "faça isso porque sua mãe está mandando".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado do cercadinho, também é engraçado como se pode ver o  túnel do tempo em cenas cotidianas: é a calcinha que incomoda porque não tem elástico, a  meia-calça que incomoda porque tem uma costura bem em cima dos dedinhos; o  band-aid que insiste em ser trocado a cada 20 segundos; o cansaço repentino e avassalador que se instala sempre  às refeições, mais precisamente depois de comer a única coisa do prato  que interessa (acertou quem gritou "o macarrão"!); o cansaço repentino e  avassalador que passa assim que alguém menciona a palavra sobremesa; o  choro mais falso do mundo; a mentira sobre a febre; a delação imediata da bagunça alheia; o tênis novo esfolado; a mochila nova  esfolada; o joelho esfolado de novo; a dificuldade de assoar o nariz; a  dificuldade de escovar os dentes; o ódio por quem escova os cabelos; o  "manhê, já acabei"; a negociação mesmo diante do inegociável número de balas fora de  hora; a vontade de faltar à escola nos dias de chuva; o fascínio pelo  carrinho do supermercado e, finalmente, o "mãe, você é linda", que antecede  100% dos pedidos mais caras-de-pau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tudo tão inacreditavelmente igual que a gente sofre de  novo para aprender. E a  maternidade segue sendo a mais universal e, ao mesmo tempo, particular das experiências. Um clichê &lt;i&gt;su mesura&lt;/i&gt;. Inacreditavelmente previsível e incrivelmente surpreendente. Uma revolução anunciada. Bem, a minha se resume até aqui assim: passei a rezar de noite ao  colocá-los para dormir, a preparar caixinhas para o coelho da Páscoa, a  disciplinar sobre a hora de ir para a cama (sobre a hora de acordar, ainda  estou tentando disciplinar a mim mesma); sobre escovar os dentes (minha&amp;nbsp;irmã mais velha, Mamma do coração, comprou certa vez um elefante que cuspia a pasta de dente para tentar me convencer. O hábito e o hálito duraram apenas uma semana); e passei a adorar espinafre,  abóbora, beterraba e berinjela, da noite para o dia. De verdade, diga-se  de passagem. A vida de Mammarmota é tão repetitiva que há gerações os pais  fingem que gostam do menu caseiro, mas raramente têm coragem de encarar  aquele prato cheio de legumes junto com as crianças. Já reparou como  são os reis do macarrão dominical? Oh! Na sua casa também é assim? Não diga! Bom, melhor não seguir pelos motivos das brigas  conjugais, que também parecem ter mudado pouco entre as pinturas rupestres e a imagem digital das full HD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Fico pensando que com a Dolly deve ter sido um pouco mais fácil essa questão da identidade porque ela ao menos sabia de quem era clone. Mas e nós, Mammas? Clones de um inconsciente coletivo bem mais velho do que a minha querida avó? E a grana investida em escolas bilíngu es, educação integral, direitos da infância, e no mais caro de todos, o leite de soja? Tudo isso para continuamos assistindo ao desenvolvimento e formação de pais e mães, clones de avôs e avós, a cada criança que desembarca por aqui? Uma espécie de &lt;a href="http://www.cineplayers.com/filme.php?id=800"&gt;Feitiço do Tempo&lt;/a&gt; (lembra do filme sobre o Dia da Marmota?) sobre a dinâmica de ensinar e aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E seguimos aprendendo a cada dia que o mundo realmente parece mudar para permanecer igualzinho. Quer ver? Demorou um tico apenas para eu ouvir o primeiro "Ai que saco, mãe". Exatos 4 anos. Demorou menos ainda a minha reação, idêntica à aplicada pela minha ir-Mamma, quando me fez, literalmente, sentir o gostinho do Lux Luxo. Será que eu não poderia ter pensado em algo mais brilhante (sem trocadilhos com o sabão em barra, por favor), em vez de recorrer a&amp;nbsp; uma solução velha para um novo - ou ao menos precoce - problema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Para quem não lembra, na tradicional festa norte americana, &lt;a href="http://www.blogger.com/%C3%89%20incr%C3%ADvel%20como%20em%20muitas%20situa%C3%A7%C3%B5es%20cotidianas,%20%C3%A9%20poss%C3%ADvel%20entrar%20no%20t%C3%BAnel%20do%20tempo:%20%C3%A9%20a%20calcinha%20que%20incomoda%20porque%20n%C3%A3o%20tem%20el%C3%A1stico,%20a%20meia-cal%C3%A7a%20que%20incomoda%20porque%20tem%20um%20el%C3%A1stico%20em%20cima%20dos%20dedinhos;%20o%20band-aid%20que%20%C3%A9%20como%20chiclete:%20em%2020%20segundos%20acabou%20o%20gostinho%20e%20queremos%20outro;%20o%20cansa%C3%A7o%20repentino%20e%20avassalador%20que%20se%20instala%20sempre%20%C3%A0s%20refei%C3%A7%C3%B5es,%20mais%20precisamente%20depois%20de%20comer%20a%20%C3%BAnica%20coisa%20do%20prato%20que%20interessa%20%28acertou%20quem%20gritou%20%22o%20macarr%C3%A3o%22%21%29;%20o%20cansa%C3%A7o%20repentino%20e%20avassalador%20que%20passa%20assim%20que%20algu%C3%A9m%20menciona%20a%20palavra%20sobremesa;%20o%20choro%20mais%20falso%20do%20mundo;%20a%20mentira%20sobre%20a%20febre;%20a%20acusa%C3%A7%C3%A3o%20imediata%20sobre%20a%20bagun%C3%A7a%20de%20terceiros;%20o%20t%C3%AAnis%20novo%20esfolado;%20a%20mochila%20nova%20esfolada;%20o%20joelho%20esfolado%20de%20novo;%20a%20dificuldade%20de%20assoar%20o%20nariz;%20a%20dificuldade%20de%20escovar%20os%20dentes;%20o%20%C3%B3dio%20por%20quem%20escova%20os%20cabelos;%20o%20%22m%C3%A3e,%20j%C3%A1%20acabei%22%20%28eu%20juro%20por%20tudo%20que%20%C3%A9%20mais%20sagrado%20que%20n%C3%A3o%20ensinei%20isso%29;%20a%20negocia%C3%A7%C3%A3o%20mesmo%20diante%20do%20inegoci%C3%A1vel%20n%C3%BAmero%20de%20balas%20fora%20de%20hora;%20a%20vontade%20de%20faltar%20%C3%A0%20escola%20nos%20dias%20de%20chuva;%20o%20fasc%C3%ADnio%20pelo%20carrinho%20do%20supermercado%20e,%20finalmente,%20o%20%22m%C3%A3e,%20vc%20%C3%A9%20linda%22%20que%20antecede%20os%20mais%20baratos%20pedidos%20cara-de-pau.%20%20%20%C3%89%20tudo%20t%C3%A3o%20inacreditavelmente%20igual%20que%20a%20gente%20sofre%20tudo%20de%20novo%20para%20aprender,%20assim%20como%20a%20primeir%C3%ADssima%20das%20Mammas.%20E%20a%20maternidade%20segue%20sendo%20a%20mais%20universal%20e,%20ao%20mesmo%20tempo,%20particular%20das%20experi%C3%AAncias.%20Um%20clich%C3%AA%20su%20mesura.%20Passei%20a%20rezar%20de%20noite%20ao%20coloc%C3%A1-los%20para%20dormir,%20a%20preparar%20caixinhas%20para%20o%20coelho%20da%20P%C3%A1scoa,%20a%20disciplinar%20sobre%20a%20hora%20de%20ir%20pra%20cama%20%28sobre%20a%20hora%20de%20acordar,%20ainda%20estou%20tentando%20disciplinar%20a%20mim%20mesma%29;%20escovar%20os%20dentes%20%28minha%20irm%C3%A3%20Mamma%20comprou%20certa%20vez%20um%20elefante%20que%20cuspia%20a%20pasta%20de%20dente.%20Pena%20que%20ela%20n%C3%A3o%20lembra%20mais%20qual%20era%20a%20loja%29;%20e%20passei%20a%20adorar%20espinafre,%20ab%C3%B3bora,%20beterraba%20e%20berinjela,%20da%20noite%20para%20o%20dia.%20De%20verdade,%20diga-se%20de%20passagem.%20A%20vida%20de%20Mammarmota%20%C3%A9%20t%C3%A3o%20repetitiva%20que%20h%C3%A1%20gera%C3%A7%C3%B5es%20pais%20fingem%20que%20gostam%20do%20menu%20caseiro,%20mas%20raramente%20t%C3%AAm%20coragem%20de%20encarar%20aquele%20prato%20cheio%20de%20legumes%20junto%20com%20as%20crian%C3%A7as.%20J%C3%A1%20reparou%20como%20s%C3%A3o%20os%20reis%20do%20macarr%C3%A3o?%20Bom,%20melhor%20n%C3%A3o%20seguir%20pelos%20motivos%20das%20brigas%20conjugais%20que%20tamb%C3%A9m%20parecem%20http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_da_marmota"&gt;Dia da Marmota&lt;/a&gt;, celebrada em 02 de fevereiro, a ideia é observar a marmota. Se sair da toca e estiver está nublado, o inverno terminará mais cedo. Porém, se o sol voltar a brilhar - o que num país tropical é mais certo do que 2 + 2 = 4 -, e a marmota se assustar com sua sombra, o inverno durará mais seis semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, a dica para Mammarmotas se pouparem de um inverno tenebroso é simples: observar-se, conviver em paz com a própria sombra, comemorar a chegada das altas temperaturas da maternidade; e...&lt;i&gt; Voilá&lt;/i&gt;!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8941426670021445704-7863233194394418157?l=amammaeomonstro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/feeds/7863233194394418157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/2011/09/vida-de-mammarmota.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8941426670021445704/posts/default/7863233194394418157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8941426670021445704/posts/default/7863233194394418157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/2011/09/vida-de-mammarmota.html' title='Vida de Mammarmota'/><author><name>Sra. Mamma Monstro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05765596149617856565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_i7k7u0THr_0/Sm6GGEB2qNI/AAAAAAAAABE/VVXu8igCtPg/s1600-R/monstros.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8941426670021445704.post-7868747243679531659</id><published>2011-07-22T03:15:00.001-03:00</published><updated>2011-08-29T02:37:15.961-03:00</updated><title type='text'>Apertem a cinta o mamilo caiu!</title><content type='html'>Celebridades voltam à forma 15 dias após o parto. No máximo. Mulheres normais não voltam à forma nunca mais. A única exceção que conheci foi uma mãe, japonesa, frequentadora do mesmo parquinho. A barriga tipo tábua se tornou côncava. Incrível, tecnologia de ponta. A minha parece estar no lugar todos os dias quando acordo e penso imediatamente: "É hoje!" Bastam 5 minutos e o pequeno movimento de pêndulo para cuspir a pasta de dente na pia para desandar. Lá está ela: a pochete permanente, minha &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;baby bag&lt;/span&gt;. Tá certo que meu esforço abdominal nos últimos 4 anos e dois filhos depois foi nenhum. Quer dizer, nenhum nesse sentido, o estético. Mas a verdade é que a única chance de recuperar a silhueta é vulcanizar a cinta ao redor da pança, como um &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;wrap&lt;/span&gt;, e não respirar nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus problemas estariam acabados não fosse o cabelo que enlouqueceu. Sempre ouvi dizer que na gravidez os hormônios deixavam os fios sedosos, e que a queda durante a amamentação depois passava. De fato, a queda passou, mas os fios ficaram brancos e, em vez de macios, completamente ressecados e rebeldes. Indomáveis. Antes tivessem caído todos... &amp;nbsp;E essa espécie de adolescência tardia tem cegado a tesoura e o talento de todos os poucos profissionais que tentei transformar em Edward Mãos de Tesoura para podar a juba. Se foi o repicado que passou da conta, se é o shampoo barato (às vezes, vai o sabonete líquido das crianças, mas pelo menos este é caro), ou se a umidade do ar colabora para o efeito frizz eu, realmente, não sei de quem é a culpa. O fato é que quando penso nisso tenho a certeza de que alguém precisa dar um jeito agora e cortar o mal pela raiz. Aí, me lembro que sem a moldura do rosto me sobrariam apenas... as olheiras! Depois de uma certa idade, não convém mais ser tão radical. Não favorece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, sobre o cabelo, ainda tenho esperanças. Mas nenhum livro, nenhuma amiga e absolutamente ninguém sobre a face da Terra me alertou sobre o mais terrível dos segredos de beleza: assim como as bundas, os &amp;nbsp;mamilos também caem. Acredite. Até então eu pensava que a maldição da gravidade estava restrita às Mammas peitudas. Justiça divina para quem foi agraciado com tanto, enquanto as com tão pouco experimentaram momentos de glória com um decote, mas tiveram que voltar para sua insignificância, mais flácidas, porém de cabeça erguida. O fato é que o foco nas mamas, berço da civilização, ofuscou esse detalhe, não menos importante: os mamilos, canudinhos da vida. Alguns racham, outros crescem e, sim, há os que caem. Não pra frente, claro. Mas discretamente sentadinhos para trás, como se estivessem num pufe macio, formando um irônico sorrisinho na base. E agora, José?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8941426670021445704-7868747243679531659?l=amammaeomonstro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/feeds/7868747243679531659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/2011/07/apertem-cinta-o-mamilo-caiu.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8941426670021445704/posts/default/7868747243679531659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8941426670021445704/posts/default/7868747243679531659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/2011/07/apertem-cinta-o-mamilo-caiu.html' title='Apertem a cinta o mamilo caiu!'/><author><name>Sra. Mamma Monstro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05765596149617856565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_i7k7u0THr_0/Sm6GGEB2qNI/AAAAAAAAABE/VVXu8igCtPg/s1600-R/monstros.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8941426670021445704.post-6672861449929800137</id><published>2011-05-04T05:13:00.003-03:00</published><updated>2011-05-06T01:38:34.108-03:00</updated><title type='text'>O cuco e o iô-iô</title><content type='html'>Parei de usar relógio desde que cheguei em casa da maternidade pela segunda vez. Uma espécie de período sabático que me dei. Decidi fazer diferente da Mamma de primeira viagem, quando me tornei PhD em Gestão Estratégica do Controle de Mamadas, formatando, diariamente, a tal "livre demanda" receitada pelo pediatra em planilhas de Excel, atualizadas a cada intervalo. Por conta delas, o projeto que nutri do livro "Enquanto você dormia" nunca saiu do papel...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi enfrentar com a surpresa, o imprevisto, o incontrolável. Deixar fluir. E me surpreendi: foi muito mais fácil sentir o ritmo, escutar a natureza, sem o ruído do tic-tac. Os ponteiros passaram a chegar atrasados, virei um cuco: sabia sempre quando era a hora certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relógio que aposentei tinha sido presente da minha Mamma, e chegou embrulhado num bilhetinho, que dizia para eu não me esquecer de almoçar. Uma espécie de "leva o casaquinho". Eu esquecia dia sim, dia não. Que a minha Mamma não me ouça, mas às vezes ainda acontece de estar na copinha do trabalho e ouvir: "Agora? Já é hora do lanche!". Pelo menos o relógio biológico já aprendeu que aquele estresse no final da tarde, quando tudo parecia estar muito acelerado, era simplesmente fome. Nunca liguei o nome à pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num estalo, as Mammas realizam que a maternidade é só uma questão de tempo (com trocadilho, por favor). Mais cedo ou mais tarde, aquele presentinho, tão idealizado no passado, vira a principal - para não dizer a única - razão do nosso futuro. E o tempo passa a correr uma corrida com obstáculos. Ou a parar para sempre. Quer ver? Me senti imediatamente mais velha ao parir pela segunda vez, e pensei: "Será que dá tempo de chegar no terceiro?". Aprendi que cinco minutos podem durar só dois, acelerando a contagem regressiva para sair do parquinho. Quando a primeira nasceu, eu tinha tempo para dar um passeio de bicicleta e chegar em casa antes das 7h. Quando o segundo nasceu, cheguei a sair de casa, esbaforida, bem depois das 7h, sem perceber que sequer tinha escovado os dentes (os meus). Mas a brisa no banquinho,&amp;nbsp; em frente ao lago com patos, em que passamos muitas tardes juntos parece que nunca mais deixou de soprar... Fechar os olhos é dar corda no coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Troquei meu relógio por um iô-iô! Minutos que se expandem, horas que encolhem. Só a barriga que expande é que não encolhe com o passar dos meses... Socorro! E quando olho pra ela, com saudades da fase cheia, penso que o quarto minguante bem que poderia virar lua nova. Quem sabe um dia? E as madrugadas, que já foram uma espécie de esporte coletivo, deixariam novamente de ser os momentos supremos de reencontro da Mamma consigo mesma para matar as saudades dos velhos tempos. Não voltam mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8941426670021445704-6672861449929800137?l=amammaeomonstro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/feeds/6672861449929800137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/2011/05/o-cuco-e-o-io-io.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8941426670021445704/posts/default/6672861449929800137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8941426670021445704/posts/default/6672861449929800137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/2011/05/o-cuco-e-o-io-io.html' title='O cuco e o iô-iô'/><author><name>Sra. Mamma Monstro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05765596149617856565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_i7k7u0THr_0/Sm6GGEB2qNI/AAAAAAAAABE/VVXu8igCtPg/s1600-R/monstros.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8941426670021445704.post-646250293553811040</id><published>2011-04-13T00:50:00.002-03:00</published><updated>2011-04-13T00:55:10.046-03:00</updated><title type='text'>O pecado mora ao lado, mas já marquei a mudança</title><content type='html'>Um belo dia soube que tinha uma vizinha nova de Floripa no prédio. Deve ser uma loura daquelas, pensei, mas esqueci do comentário mental em seguida. Num outro belo dia, cruzei com uma loura daquelas no corredor, naquela gincana de correr pra colocar o lixo e voltar pra casa antes da porta bater. Deve ser ela, mas não sei se reconheço se a vir novamente. Viu? Nem era tão daquelas assim... Mais um belo dia e descubro pela minha informante - quem inventou a parabólica, não conhecia o alcance das empregadas - que a tal-vizinha-loira-de-Floripa é nossa vizinha não apenas de andar, mas de janela. Minha cozinha é praticamente dentro do tanque dela. E daí? Daí que a vizinha tem uma filha igualmente loura que virou amiga de infância da minha. Se encontram pela janela como Rapunzel e o príncipe, se adoram, trocam bonecas, desenhos com bilhetinhos, filmes da Barbie e atualmente doces. Foi quando percebi que tudo estava indo longe demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início da brincadeira, a amiga sempre inventava uma desculpa para dar uma escapadinha aqui pra casa. Tem coisa melhor do que ver a casa do vizinho? Era o gato, era alguma outra coisa pra devolver... Até que um dia resolvi me apresentar, oficialmente, e deixar de ser uma entidade chamada a mãe da Coral. Toquei a campainha. Oi, sou a Juliana, mãe da Coral (é, não deu pra deixar a entidade de lado), vim me apresentar e blá blá blá. A essa altura eu nem entendi direito quando ela se desculpou por estar naqueles trajes já que estava pintando o apartamento. Foi quando tudo começou a ficar em câmera lenta e ligaram os ventiladores. Aí os cabelos dela, dourados, esvoaçantes, começaram a emoldurar aquela esfinge de short e top de lycra brancos que, graças ao suor do trabalho, estavam completamente transparentes. Tudo bem, eu disse. Meu marido também pinta. Ai, que arrependimento! Dei a dica.&lt;br /&gt;Enfim, eu fixei o olhar e ouvi atentamente sua apresentação: sou de Floripa (eu sei), me chamo Juliana também (não acredito!), não tenho família no RJ (e eu com isso?), estou terminando o curso de Enfermagem (En-fer-mei-raaaaaa) e se precisarem de alguém para tirar a pressão blá bla blá.&amp;nbsp; Depois disso não ouvi mais nada, deve ter sido um pico, embora a minha normalmente seja baixa, 9 x 6. Era o suficiente para o primeiro encontro em pé na porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo foi na piscina. O biquíni tomara-que-caia também era branco, mas o sol, felizmente, nem sempre é tão potente quanto uma malhação indoor. E numa escala de beleza a nota não era máxima para os padrões femininos porque, afinal, a musa não é virtual. Tinha todos aqueles defeitinhos que os homens simplesmente desconhecem e as medidas generosas que as mulheres preferem desconhecer. E foi aí que o primeiro convite aconteceu: Deixa a Coral brincar lá em casa, não se preocupe. Minha filha (6 anos mais velha) adora criança. Michael Jackson também, pensei. Seu apê é a filial da Terra do Nunca. Mas Mammas gostam de se enganar: filha, só um minutinho que você é pequena e vai dar trabalho pra tia se quiser ir ao banheiro, por exemplo. Não acha melhor a amiga vir pra cá? Eu sei que ela já veio, várias vezes, mas qual o problema de vir mais uma? Você quer conhecer o quarto dela? Rapidinho? Na hora que eu chamar de volta você jura que vem comigo? Só dessa vez? Ok, antes que eu me arrependa. Pronto: minha filha de 3 anos saiu de casa! &lt;br /&gt;&lt;a class="cssButton" href="javascript:void(0)" id="previewButton" onclick="void(0);" target=""&gt;&lt;div class="cssButtonOuter"&gt;&lt;div class="cssButtonMiddle"&gt;&lt;div class="cssButtonInner"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Como eu já tinha feito o papel de assinar a Alforria, achei que o pai tinha que entrar no circuito e marcar território: vai lá chamar a Coral, por favor. Antes que eu me arrependa também. Sim, ele já sabia que ela tirava pressão e esteve presente no segundo encontro. Sem contar que numa escala de simpatia ele é o top 10 da portaria e eu, a esposa do Sr. Christiano. Sem nome. Ok, ele também sabia que ela pintava. Ela tinha ido brincar depois do almoço, mas aceitou só um pouquinho mais de macarrão. É que a enfermeira também adora cozinhar... A porta permaneceu aberta, mas foram os 3 minutos mais longos da vida da Mamma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou com um sorriso no canto da boca. O que foi que está rindo assim? Tá tudo bem com a pressão? Cadê a Coral? Ele respondeu: quer saber o final perfeito pra sua historinha? Acabei de saber que o marido dela não é de Floripa. E daí? Vale um DVD da Barbie... Fechado, anda logo. Ele é de... Pelotas! Socorro. O apê novo já estava comprado, mas foi quando entendi que uma obra não precisa só ter data para terminar. Tinha que ter uma pra começar. Mudamos em 4 meses e até lá... já terei perdido a conta das fatias de bolo, das taças de arroz doce quentinho e até dos alfajores como pagamento das diárias da peixinha Beta. E tem a Páscoa no meio. Uma injeção de insulina e o frete, por favor!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8941426670021445704-646250293553811040?l=amammaeomonstro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/feeds/646250293553811040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/2011/04/o-pecado-mora-ao-lado-mas-ja-marquei.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8941426670021445704/posts/default/646250293553811040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8941426670021445704/posts/default/646250293553811040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/2011/04/o-pecado-mora-ao-lado-mas-ja-marquei.html' title='O pecado mora ao lado, mas já marquei a mudança'/><author><name>Sra. Mamma Monstro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05765596149617856565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_i7k7u0THr_0/Sm6GGEB2qNI/AAAAAAAAABE/VVXu8igCtPg/s1600-R/monstros.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8941426670021445704.post-1436812351662507765</id><published>2011-01-25T00:17:00.000-02:00</published><updated>2011-01-25T00:17:33.724-02:00</updated><title type='text'>Contagem regressiva para o fim das férias!</title><content type='html'>Houve um tempo em que a gente contava num texto, quase sempre vezes mais rico que a realidade, tudo que se tinha feito nas férias. Cabia numa folhinha, devolvida invariavelmente com uma avaliação boa, nem tanto pela ortografia, mas para não quebrar a magia daqueles dias. Com a maternidade, Mammas descobrem que nem em um caderno de 12 matérias (em tempos de ipad alguém ainda sabe o que é isso?) caberia tudo o que faz uma mãe em período de férias escolares. São minhas primeiras férias. Cinquenta e um dias ao todo. Passaram-se 35 e inicio a contagem regressiva para a volta às aulas. Desta vez, o &lt;i&gt;frisson&lt;/i&gt; não é o uniforme novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se tem filhos em creche, você primeiro descobre a rotina &lt;i&gt;non stop, &lt;/i&gt;a exemplo das lojas de conveniência. O que faz todo sentido quando se trabalha em período integral e a estrutura que a família escolheu é a escola. Passa o Berçário I, o Berçário II, e tanta coisa acontece nesse intervalo na sua vida que você jura que tudo já era assim há uns 15 anos. Chega o Maternal I e, nas férias do meio do ano, você é salva pelo gongo. Suspira aliviada porque as regras do jogo vão mudar, mas não mudaram. O gato subiu, mas ainda está refastelado em cima do telhado, pegando um solzinho. No meu caso, os seis meses seguintes coincidiram com a chegada do segundo filho e... surpresa! Seis meses com duas crianças em casa duram apenas uns três ou quatro, no máximo. Ou seja, no dia 10 de dezembro as férias bateram à minha porta, jogando a mochila surrada para dentro, com um delicado cartão da primeira professora se despedindo dos dois anos em que esteve com a minha filhota em sua turma. Dois golpes em um: praticamente uma formatura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadê aquele calendário que estava aqui em cima, junto com aqueles extratos todos e o carnê no INSS? Tenho certeza de que não arrumei nada, só pode estar aqui sob os escombros da papelada... Também tenho certeza de que ele vai me mostrar semanas com menos de cinco dias úteis e finais de semana com pelo menos 72 horas, quer ver? Pelas minhas contas, daria tudo certo até o Natal, com Mamma, Pappa e a moça que trabalha lá em casa&amp;nbsp; numa espécie de corrida de revezamento. E depois do Natal? É só mais uma semaninha até o Ano Novo, vai dar certo, em time que está ganhando não se mexe. E depois do Ano Novo? Agora já chega de pessimismo! Ano novo, vida nova. Deixa que ano que vem tudo se resolve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piscina, parquinho, carta para o papai Noel, árvore improvisada com gliter, árvore de verdade, estrela de papel alumínio, Papai Noel antecipado duas vezes, aniversário da vovó, bicicleta nova, passeios matinais até a padaria, churrasco no trabalho do pai, festa de massinha com a vizinha, brinquedos trocados, unhas postiças, sonecas à tarde, DVDs, recorte e colagem, aula de artesanato com a vovó, casa do Bê, fazer mercado, fazer a mala, Brasília, Papai Noel na noite certa, primos, mais piscina, casa da árvore, volta às aulas de natação, presentes de Natal, Barbie para secar, obedecer a mamãe, desobedecer a mamãe, brincar com o irmão, bike com o pai, sorvete, pirulito, bala 7Belo, balanço, almoçar fora, lanche em vez de jantar, consulta no pedriatra, no alergista e... tempo ao tempo para se acostumar com tanto tempo livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que Deus é pai, mas a cada dia que passa estou mais convicta de que Ele é mãe. O universo&amp;nbsp; conspirou desta vez, para que eu voltasse ao trabalho após quatro meses e meio de licença-maternidade (contrariando a expectativa de seis meses, totalizando com as férias vencidas). Em compensação, me permitiu suavizar o retorno em prestações de 90 dias de meio expediente. Santo desafio para uma ex-&lt;i&gt;workaholic&lt;/i&gt;, Batman! Uma espécie de &lt;i&gt;reality show&lt;/i&gt; com gincanas 24 horas e direito a três idas diárias à escola no período de adaptação. Assim, voltei ao trabalho de férias e tenho passado as férias, literalmente, trabalhando. De manhã, durante a brincadeira, eu sou a filha, faço xixi e cocô na fralda e não choro pra tomar injeção. Depois do almoço, enquanto escovo os dentes (os meus e os dela), minha filha brinca de imitar a mãe, de batom e blush. Na volta, o jantar sinaliza o início do terceiro turno, a três...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à conjuntura astral, as previsões para 2011 eram as melhores: colônia de férias de quatro semanas na escola. Quase chegando, mas não chegou. Descobri no primeiro dia de aula do mais novo que a obra da escola não havia terminado.&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;i style="color: red;"&gt;Mayday! Mayday!&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt; A luz no final do túnel, apagadinha, mostrava que se não havia colônia, havia pelo menos um berçário com cheirinho de novo. Leia-se: tinta fresca... Mais rápido que nos filmes de faroeste, atirei na primeira colônia de férias que vi. E descobri que a tal "adaptação rápida" ao novo espaço, novos amigos e recreadores é o mesmo que &lt;i&gt;delivery express&lt;/i&gt;: não precisa pagar se a criança chorar nos 30 primeiros minutos. A minha não chorou. E seguiu de olhinhos arregalados para a primeira atividade proposta, confiante de que aquela mãe sorridente que dava tchauzinhos encorajadores não estaria mais ali assim que ela virasse as costas para formar a fila indiana. Saldo do primeiro dia: febre de 39ºC. O termômetro só não registrava a elevada temperatura da mufa da Mamma, queimando: nada de colônia enquanto a febre não ceder. Um hora ela cede. Ou melhor 120 horas depois, após uma bateria de exames na emergência pediátrica. Não tinha sido trauma, era só uma virose atípica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova segunda-feira e a mãe sorridente e entusiasmada insistia em repetir a história de que tinha feito sua melhor-amiga-da-vida-toda numa colônia de férias igualzinha. Teve uma idéia brilhante para levá-la de volta ao clube: almoçar lá. Maiô na bolsa e&amp;nbsp; picolé de sobremesa. Deu certo. De volta em casa, bochecas e ombros tostados apesar do filtro solar de Itu na mochila. Foi bom o mergulho, filha? Mãe, foi legal, mas não quero mais ir para a colônia não. Como assim??? Do que adiantaria explicar que o cheque já havia sido compensado? Que aquela camiseta não tinha sido brinde? Que ainda faltavam três semanas? O jeito era voltar ao &lt;i&gt;saloon&lt;/i&gt; e usar o gatilho mais rápido do Oeste para caçar a segunda colônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liga para o vizinho do 303. Duda e Clarinha estão matriculadas, vamos partir para experimentar a colônia do condomínio ao lado. Ponto para a Mamma: sucesso absoluto! Bem, melhor aguardar as primeiras 48 horas de batalha vencida para comemorar. Solicita desligamento e reembolso numa colônia, passa novo cheque na outra. Mais três semanas pagas para valer o desconto. Vamos lá, filha, hoje tem show de mágica! Não quero ver o show. Mas você vai perder a mágica? Estava tão animada... Sim, mãe, quero perder a mágica. Que senso de humor tem essa menina... Pouco tempo depois de deixar o mais novo na sala que quase não tinha mais cheiro de tinta e chegar ao trabalho, toca o telefone: D. Juliana, a Coral não pára de chorar e disse que não vai ficar de jeito nenhum, está grudada em mim. Vai falando com ela, quem sabe se enturma nos próximos minutos. Ok, te ligo daqui a uma hora e meia para saber se deu certo. Já estavam em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que houve, filha? Não quero mais ir para essa colônia também. Não, de novo não! Filha, é simples: temos que cumprir os combinados. O meu é ir trabalhar; o do Benjamin é ir para a escola e o seu é ir para a colônia. Você descumpriu nosso combinado e isso não é legal. Amanhã você vai, combinado? Sim. Um gênio quem inventou os combinados. Benditas as Mammas que se lembram deles antes de ficarem roucas. Por falar nisso, a garganta que está vermelha agora é a da Mamma, além da febre e da dor de cabeça. Ora, ora... Mamma que é Mamma não sente nada disso quando o Pappa está em viagem, certo? Já para o chuveiro, pessoal! E hoje é todo mundo na cama antes das 21h30! Quem sabe assim tenho alguma chance de tirar do saco plástico a revista de decoração para a obra&amp;nbsp; do novo apê que já já começa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei, eu sei, são as Mammas que escolhem: os filhos, a escola, as colônias... E não era necessariamente mais fácil quando escolhiam por elas.&amp;nbsp;Férias são sinônimo de liberdade, de ócio criativo, de &lt;i&gt;dolce far niente&lt;/i&gt;... A gente cresce e passa a vida toda tentando descobrir como levar um pouco dessa atmosfera para o cotidiano. Pensando bem, eu também não queria ir para a colônia todo dia, era como fazer dever de casa nas férias. Só que de brincar em vez de matemática. É isso! Férias dos filhos são como colônia de férias para os pais: divertem, mas cansam; excitam, mas apavoram. Tudo ao mesmo tempo. Enquanto duram, torcemos para que acabem. Quando acabam, se eternizam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8941426670021445704-1436812351662507765?l=amammaeomonstro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/feeds/1436812351662507765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/2011/01/contagem-regressiva-para-o-fim-das.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8941426670021445704/posts/default/1436812351662507765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8941426670021445704/posts/default/1436812351662507765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/2011/01/contagem-regressiva-para-o-fim-das.html' title='Contagem regressiva para o fim das férias!'/><author><name>Sra. Mamma Monstro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05765596149617856565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_i7k7u0THr_0/Sm6GGEB2qNI/AAAAAAAAABE/VVXu8igCtPg/s1600-R/monstros.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8941426670021445704.post-8198825313761769938</id><published>2010-11-30T01:31:00.001-02:00</published><updated>2010-11-30T10:45:22.773-02:00</updated><title type='text'>A mama da Mamma da Mamma</title><content type='html'>Quando a minha irmã ligou e disse que precisava me dizer algo, não tive dúvida: chumbo grosso. Depois de muitas noites lendo os livros dela de medicina enquanto morávamos juntas em Ipanema, é verdade que quase tirei o diploma, mas demorei pra entender o que era um CA. Desapontada, claro, ela teve que dar o diagnóstico na lata: câncer. Ok, já entendi tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo quando a árvore genealógica insiste em não te proteger dos raios que podem sim atingir muitas vezes a mesma família, a gente sempre fica surpresa quando a ficha cai. Se é que ela cai um dia... E voltamos a conviver com esse fantasminha que não tem nada de camarada. Os prognósticos eram favoráveis, mas preferimos receber a notícia como nos velhos tempos: reunindo a família num abraço de 30 braços, contando com os pequenininhos dos netos também. Benjamin levou bordado no peito o mantra curativo: "Vovó, vai passar". Um sábio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí em diante, a bola voltou para a capitã do time, Simon, que seguiu apitando o jogo, fazendo a marcação de médicos, exames pre-operatórios, e escalando o escrete do centro cirúrgico. Com a bola rolando, não há tempo a perder. Descobri nesses dias uma nova espécie de cerimônia. Quando um assunto chato está na pauta do dia, perde-se a espontaneidade nos detalhes mais simples como perguntar se está tudo bem quando alguém atende o telefone. E a gente vai percebendo que ir falando menos, selecionando os interlocutores, amplia a comunicação interior. Bem, pelo menos até os boletins médicos começarem a chegar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Boas novas: axila negativa, doença restrita à mama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Acabou a etapa da retirada das mamas. prossegue a etapa abdominal. Tudo bem com a D. Rosa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estão terminando de dissecar o abdome. A mexida é enorme! Depois vão rodar o tecido para o tórax e começar a suturar as incisões".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, Simon, agora já estou legal. Pode me mandar só a mensagem final, sem detalhes, dizendo que terminou tudo bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um otimismo entalado ditava o ritmo do dia. Pensamento positivo: o Benjamin sabe das coisas. A noite passou em &lt;i&gt;fast motion&lt;/i&gt; e o(s) &lt;i&gt;day&lt;/i&gt;(s)&lt;i&gt; after&lt;/i&gt; estava(m) apenas começando. Derrame pleural, cadê os hematócritos?, ventilando pouco, transfusão de sangue, transferência hospitalar. Não fosse nossa unidade móvel de fisioterapia intensiva, a Lô, nem sei... Embotada diante da má notícia, perdi a conexão, e as visualizações de cura deram lugar aos "e se?". E se for dessa vez? E se ela partir sem meu beijo? E se eu apertar o pause agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No resumo dos capítulos, a novelinha não poderia ter tido final mais feliz, com direito à volta pra casa e bochechas coradas. E o "e se?" saiu de campo, expulso e embalado a vácuo para não sobrar nem um pouquinho de dúvida e não faltar esperança. Energia vital que faz girar a mandala da vida. Samsara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viu, vovó? Já passou! Tudo passa.&lt;br /&gt;Até o dia em que a gente também passa.&lt;br /&gt;Com ou sem mama. Com ou sem Mamma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8941426670021445704-8198825313761769938?l=amammaeomonstro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/feeds/8198825313761769938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/2010/11/mama-da-mamma-da-mamma.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8941426670021445704/posts/default/8198825313761769938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8941426670021445704/posts/default/8198825313761769938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/2010/11/mama-da-mamma-da-mamma.html' title='A mama da Mamma da Mamma'/><author><name>Sra. Mamma Monstro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05765596149617856565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_i7k7u0THr_0/Sm6GGEB2qNI/AAAAAAAAABE/VVXu8igCtPg/s1600-R/monstros.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8941426670021445704.post-7040051752886514766</id><published>2010-10-26T03:23:00.001-02:00</published><updated>2010-10-26T16:50:55.814-02:00</updated><title type='text'>Baía do Guanabara</title><content type='html'>Eu sempre gostei de uma lista. Volta e meia elaborava uma antes de fazer a mala para não esquecer a pasta de dente. No dia a dia de Mamma, listar as atividades que preciso finalizar me ajuda a colocar a mente no lugar. É uma espécie de Feng Shui cerebral. Não vivo mais sem elas... Mas nunca imaginei que ser mãe me tornaria uma expert num tipo de lista que sempre considerei pouco relevante, quase um lembrete inútil: a das compras! Todas as que fiz até então eram solenemente ignoradas assim que adentrava o mercado, permitindo que seguisse flanando pelos corredores, sem medo de ser feliz gastando com o que não precisava e esquecendo os básicos, como a água mineral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, mães aprendem que ir ao mercado é tarefa que, apesar de rotineira, exige concentração e perícia máximas, muito diferente daquele passeio eventual de quando se é solteira. O relógio é um inimigo implacável enquanto a mamada te espera e nos meses de licença-maternidade, uma simples comprinha de padaria pode virar a maior tentação. Voltando à lista do mercado, descobri que é estratégica.&amp;nbsp; Harmoniza o gavetão da geladeira com o mundo ao seu redor: filhos, marido e cozinheira. Missão sábia das Mammas. E as listas são como se costuma dizer sobre o universo na filosofia taoísta: não tem início e nem fim, sempre existiram e não terminam nunca. Mesmo naqueles dias em que a conta do caixa desafia o limite do cartão de crédito, sempre há algo que ficou de fora - e bastará você chegar em casa, esbaforida, para descobrir que talvez seja justamente o ingrediente principal do prato que estava programado para o dia seguinte... Quanta felicidade! Arregace as mangas e simplesmente (re)inicie a próxima lista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resisti o quanto pude a entrar nessa cilada, oooops, ciranda. Primeiro tentei delegar ao pai a árdua tarefas do carrega-descarrega das compras. Mas aí, para acionar os músculos masculinos era o meu cérebro quem tinha que dar o comando e fazer a lista (sim, nesse caso, pais não são muito mais do que office boys de luxo. Ok, já ajuda, não dá pra reclamar). Depois, tentei convencer a moça que trabalha em nossa casa que ela seria mais feliz se tudo o que desejasse utilizar estivesse ao alcance das suas mãos e para isso ela passaria a ser a dona da lista. Que ideia genial!&amp;nbsp; Pena que nunca deu certo. Sim, porque listas de compras são como convite vip: pessoal e intransferível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi assumir a maternidade das listas com a chegada do segundo filho. E com ela, assumi também a consequência natural da definição diária do cardápio. Um não anda sem o outro. Demorei exatos 34 anos para entender essa dinâmica... Quando tinha cardápio, faltava tomate e cheiro verde. Quando tinha berinjela e tofu, faltava receita para saber o que fazer com eles. Nesse momento sublime do amadurecimento da Mamma que vos escreve, deu-se o início das obras de um supermercado que ocuparia um grande terreno próximo de casa, no lugar de uma construção abandonada. Um verdadeiro templo. Foram meses de voyerismo. Acompanhamos, eu e a moça que trabalha lá em casa, cada momento, numa novelinha particular diária e emocionante. Da demolição ao buraco gigante; da fundação à pintura do teto de verde para não brigar com a paisagem. Dia e noite, noite e dia, sete vezes por semana, das 7h até altas horas. Foram meses de namoro com direito a férias de julho e mau humor nos dias de muito barulho. Depois que a poeira literalmente baixou, veio o frio na barriga ao ver o anúncio no jornal de domingo com a data da inauguração: 26 de outubro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É hoje! Mal posso esperar! Deixei o pão acabar de propósito para precisar dar um pulinho lá cedinho, daqui a pouco. Sabe quando está custando o Ades??? R$ 1,99! Não lembro a última vez que paguei este preço por aquela caixinha. E o açúcar União que comprei na semana passada por R$ 2,39 e está por apenas R$ 1,79??? Ai, ai. Só ontem terminaram de colocar o letreiro. Gua-na-ba-ra. É uma rede popular de supermercados, dessas que cariocas da Zona Sul torcerão o nariz quando virar referência da minha rua. Mas agora não tem mais jeito: moro na Baía do Guanabara.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8941426670021445704-7040051752886514766?l=amammaeomonstro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/feeds/7040051752886514766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/2010/10/baia-do-guanabara.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8941426670021445704/posts/default/7040051752886514766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8941426670021445704/posts/default/7040051752886514766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/2010/10/baia-do-guanabara.html' title='Baía do Guanabara'/><author><name>Sra. Mamma Monstro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05765596149617856565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_i7k7u0THr_0/Sm6GGEB2qNI/AAAAAAAAABE/VVXu8igCtPg/s1600-R/monstros.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8941426670021445704.post-8054144584230017616</id><published>2010-09-09T14:16:00.004-03:00</published><updated>2010-09-12T15:10:37.735-03:00</updated><title type='text'>Mamma is back!</title><content type='html'>Foi preciso uma longa gestação para estar aqui de novo. Pouco mais de um ano, mais um filho e um novo parto: desta vez, o da minha cara de pau. Nos últimos tempos, muitas dúvidas e inseguranças sobre "que tolo teria, afinal, interesse em ler sobre minha experiência com a maternidade?"... Até que assistindo a uma entrevista de Liz Gilbert, autora de "Comer, Rezar, Amar" encontrei a resposta: "Quando se fala com uma só pessoa, falamos com a humanidade inteira. Mas quando se deseja falar com a humanidade toda, não atingimos ninguém". Isso, perfeito, tô liberada. Este blog, portanto, é pra mim, mas quem quiser pode chegar, como disse no post filho único até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, Mamma is back!! Primeiro porque literalmente a figura da Mamma, o leite em jato e as fraldas sujas felizmente estão de volta. Com isso, o Monstro está dando um tempo por aqui, e a casa se encheu de harmonia, cheirinho azedo e amor pra recomeçar. Não que ele tenha ido embora... nem o amor, nem o Monstro. Este último, após algumas noites de sono atrasado teima em ameaçar a temporada exclusiva da Mamma, mas é bem verdade que anda mais domesticado. Ao menos se lembra de pedir desculpas no dia seguinte. Aliás, a Mamma também mudou: tirou o relógio, parou de tentar controlar tudo e todos com meticulosas planilhas de Excel que nunca ficavam prontas e tratou simplesmente de viver o tempo. O agora. Bingo! Nunca foi tão feliz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a Coral, a Mamma continua aprendendo horrores, mas o mais importante é que reconheceu que não sabia ouvir. Antes, todo choro era igualmente enlouquecedor. Antes, as crianças deveriam ficar caladas quando os pais estivessem falando coisas supostamente mais importantes. Antes, ela achava que era preciso gritar para se fazer ouvir. Com o Benjamin, a Mamma descobre que cada som guarda um pedido; que ouvir as crianças primeiro é fundamental para que os pais supostamente saibam o que fazer, e que silenciar diz muito mais quando desejamos verdadeiramente ser ouvidos. Bingo! As noites são leves e os dias de marmota deram lugar a novidades a cada instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem tem medo de se aventurar na missão que é a maternidade, a Mamma lança um novo desafio: ser mãe de dois é ainda melhor do que ser mãe de um só. Empowerment, como se diz no mundo corporativo. Nem as olheiras, nem a queda livre de cabelos, nem mesmo a certeza de que a barriga nunca jamais em tempo algum será como antes abalam a emocão de cruzar a linha de chegada da expressão "meus filhos". Endorfina pura. Iron woman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe de dois ama mais, ganha mais abraços,&amp;nbsp;namora mais (acreditem, mas não me perguntem como), e pode, finalmente, deixar de ser a mulher com quem o filho da sogra teve um filho. Tem nas mãos a chance de virar rainha do Lar, com maiúscula. Lar onde vive para sempre suas escolhas, renovadas a cada temporada de crise que se encerra e de novas conquistas compartilhadas que se inicia. Mãe de dois descobre o milagre da multiplicação: se dividir para somar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, ok, tudo na vida tem um lado b. Mães de dois (ou mais) descobrem que pais-incrivelmente-participativos-com-quem-dividiam-a-labuta-doméstica-meio a meio, continuam incríveis. Porém, dividindo meio a meio os cuidados com... o primeiro filho! (Nessa hora, se vc já é Mãe de dois pode dar uma risadinha). Ou seja, é preciso se adaptar à nova composição societária da família&amp;nbsp;em que&amp;nbsp;a mãe arca com o triplo da participação do parceiro, mas sem dividendos proporcionais. Só assim a Mamma descobriu, afinal,&amp;nbsp;porque na conta do cunhadão engenheiro o segundo filho dá "um pouco mais que o dobro de trabalho"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relendo as histórias infantis, a Mamma percebeu também que as mães só passam desta para melhor nos contos de fadas - escritos por homens, claro! Frenquentemente dão lugar&amp;nbsp;a madrastas gostosonas e por isso mesmo muito más. Na vida real, mães têm muito trabalho a fazer e aí é melhor que vivam, se não pra sempre, mas por muitos e muitos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivam as Mammas! Vivam!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8941426670021445704-8054144584230017616?l=amammaeomonstro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/feeds/8054144584230017616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/2010/09/mamma-is-back.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8941426670021445704/posts/default/8054144584230017616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8941426670021445704/posts/default/8054144584230017616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/2010/09/mamma-is-back.html' title='Mamma is back!'/><author><name>Sra. Mamma Monstro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05765596149617856565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_i7k7u0THr_0/Sm6GGEB2qNI/AAAAAAAAABE/VVXu8igCtPg/s1600-R/monstros.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8941426670021445704.post-3150128286179588947</id><published>2009-08-07T00:36:00.004-03:00</published><updated>2009-08-07T02:35:33.609-03:00</updated><title type='text'>A Mamma, o Monstro e as possíveis explicações para o título deste blog</title><content type='html'>Na minha vida tem sido assim. Os títulos chegam primeiro. Os textos propriamente ditos sempre demoram mais um pouquinho. Não raro, chegam de madrugada, na calada da noite, da casa, quando já não adianta mais apagar a luz, pensando em deixá-los para o dia seguinte. O dead line acabou, já não dá mais para dormir. A essa altura o texto, indócil, se recusa a contar carneirinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi diferente com o título de mãe. Nem poderia. Êta texto mais cheio de revisão, sô! Basta achar que "já sei", "já entendi", "já vi" e vlapt. Lá se vai o chão que outrora amparava as minhas pantufas! Há pouco mais de 2 anos, venho nutrindo na minha imaginação pouco menos de uma dezena de projetos de escrever sobre a maternidade. Todos eles já roliços, cheios de dobrinhas e bilu-bilus, mas esperando pelas primeiras linhas para tomar forma, ganhar vida, sair do papel. Após inúmeras tentativas de auto-sabotagem-abortiva,  este blog vem dar à luz alguns posts terapêuticos e despretensiosos sobre minha porção mais integral, a de mãe da Coral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que A Mamma e o Monstro? É simples: são minhas duas caras metade pós-parto. Ou, quem sabe, desde sempre. A Mamma é uma entidade generosa, calmante, acolhedora, zelosa e peituda que vem aqui em casa sempre às terças e sextas. Pelo menos, é quando ela diz que vem. O monstro, bem, o monstro tá sempre por perto. É um sujeito mandão, insatisfeito, ressentido, dono da razão e mestre na arte de entrar na briga só pra ganhar a discussão. Ah, nisso ele é imbatível...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Coral já foi apresentada aos dois personagens que me habitam e se revezam nesse plantão eterno da maternidade. Quando um sai de cena, o outro invariavelmente aparece. Nos menores detalhes como o timbre doce ou trincado da voz ou ainda, mais sutil, como a energia que emprego a um pensamento. O da Mamma costuma vir em forma de oração, já o do Monstro é mais ou menos assim: "ou você colabora com a mamãe pra trocar logo a fralda e acabar com esse tormento ou vamos ficar aqui mais 500 anos só pra ficar bem claro quem é que manda nesta casa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, vivi a ilusão de que ser Monstro bastaria. Que a autoridade tudo me daria, do que eu quisesse ter. Que nada... Minha porção Mamma que até estão se resguardara é a porção melhor que trago em mim agora. É que me faz viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando recebi a Coral das mãos da obstetra, ainda toda lambuzada, e a tive no colo pela primeira vez, eu disse baixinho: "Seja bem-vinda". E é esta a minha saudação extensiva a todos que baterem à porta deste blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ufa, nasceu!&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8941426670021445704-3150128286179588947?l=amammaeomonstro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/feeds/3150128286179588947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/2009/08/mamma-o-monstro-e-as-possiveis.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8941426670021445704/posts/default/3150128286179588947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8941426670021445704/posts/default/3150128286179588947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amammaeomonstro.blogspot.com/2009/08/mamma-o-monstro-e-as-possiveis.html' title='A Mamma, o Monstro e as possíveis explicações para o título deste blog'/><author><name>Sra. Mamma Monstro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05765596149617856565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://3.bp.blogspot.com/_i7k7u0THr_0/Sm6GGEB2qNI/AAAAAAAAABE/VVXu8igCtPg/s1600-R/monstros.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
